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SEM REPRISE

Novela repetida não dá. Mesmo as produções mais aclamadas só servem para preencher a programação das grandes redes de TV depois que fazem sucesso pela primeira vez. Imagine então uma novela desagradável? É esse roteiro que não queremos para Ribeirão Preto em 2018.

A campanha salarial dos servidores municipais já ocorre e o que todos desejam é que as cenas desgastantes de 2017 não se repitam.

É difícil de esquecer, mas para quem não lembra, foram mais de 20 dias de paralisação dos servidores e reflexos nos serviços da Prefeitura de Ribeirão Preto.

Antes dos servidores cruzarem os braços, foram inúmeras as cenas de falta de diálogo entre as duas partes. Simplesmente, não ocorreu uma negociação salarial e a situação foi se arrastando durante meses.

De 2016 para 2017 a prefeitura dizia estar quebra e sem condições de conceder um aumento salarial mesmo assim concedeu um aumento de aproximadamente 4% isso dempois de muita briga entre servidores e prefeitura. No final de 2017 a prefeitura disse ter tido um superavit de mais de R$390 milhões, portanto não terá desculpa em conceder um aumento para o funcionalismo público.

Se na novela do ano passado houve vilões ou mocinhos, não vem ao caso. O que de fato importa é pensar em que saiu prejudicado com os problemas que o desgastante processo gerou em 2017: a população, que depende dos serviços públicos.

Que as autoridades e os representantes da categoria tenham maturidade para manter o diálogo e, acima de tudo, coloquem o interesse da população acima de tudo. Com esse roteiro, todos os personagens farão sucesso junto ao público.

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Vamos Prosear

Eis o tempo em que tudo vai para a Justiça. O poder do diálogo ou da boa “prosa”, como classifica a nossa bela cultura caipira, se perdeu. Hoje, tudo precisa ser resolvido pelos outros. Na relação Câmara e Prefeitura, não é diferente.

Se você ouvir ou ler por aí que Legislativo e Executivo “conversam”, “debatem”, “discutem” os caminhos de Ribeirão Preto, não acredite. Nada é feito em conjunto hoje. A Prefeitura não conversa nem com seus aliados no Legislativo. Desde o início de 2017, não existe um líder de governo indicado. Imagina se vai conversar com a Casa como um todo?

Com tamanha falta de prosa, o caminho é conversar com o “seu juiz”. O que é proposto pela Câmara e não está nos planos do governo gera a tão famosa Adin, aquela ação que a Prefeitura diz que a Câmara não pode apresentar referida lei.

É claro que a Justiça deve ser acionada para solucionar alguns exageros, mas a chamada judicialização é sinônimo do fim do diálogo.

Em 2017, por exemplo, a Prefeitura tentou vetar o IPTU Verde, alegando que só o Executivo poderia criar o IPTU Verde e dar descontos para a população. Porém, o STF já definiu que a Câmara pode legislar sobre IPTU e os vereadores derrubaram o veto.

O que fez o Executivo então? Entrou com uma Adin (uma das 30 ações recentes) tentando barrar a lei que apresentei. Mas, como na frente do “seu juiz” só se pode dizer a verdade, a prefeitura afirma agora que a Câmara pode apresentar a Lei, mas ela não pode prosperar porque não tem impacto financeiro (outro caso que o STF já definiu que não é necessário). A Justiça já indeferiu a liminar.

Casos como esse só mostram o vazio do diálogo. Se a Prefeitura não quer, tenta resolver no veto. Se não conseguir, o caso vai para a Justiça. Irritadiça, a Câmara também adota postura mais ríspida com o governo, às vezes derrubando vetos onde já existe posicionamento jurídico sobre a inconstitucionalidade.

E onde tudo isso vai parar? Por enquanto, nas mãos do juiz.

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Adeus, retrovisor

É inegável que o pensamento de todos nos últimos anos é de ver uma Ribeirão Preto diferente. Cada um pode apontar um caminho, lutar pelos seus ideais, mas o destino é sempre o mesmo: uma cidade melhor.

Com esse objetivo, milhares foram as urnas em 2016, para escolher seus novos governantes. Agora, após mais de um ano do término oficial, parece que a desastrosa gestão anterior finalmente acabou. Ou pelo menos as desculpas pelos erros do passado ficarão de lado. Tudo indica que não veremos mais discursos baseados em fatos vistos pelo retrovisor de quem hoje dirige nossa cidade. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar.

Fiquei muito feliz com o fato da prefeitura agora dizer com todas as letras que “arrumou a casa”. Foi informado que o déficit nas finanças não existe mais. Então, chega de entraves para os investimentos. Não existe mais desculpa para fazer agora a transformação que Ribeirão precisa.

Todos esperam conhecer um futuro melhor através de uma saúde digna, de uma educação de qualidade e com incentivos para a geração de empregos. Tudo isso, é claro, sem ver o aumento de impostos.

Mesmo quem não escolheu o atual mandatário, também quer ver as unidades de saúde prometidas em funcionamento. Outro desejo em comum é ver uma educação sem salas de aulas lotadas, sem professores faltando e com atividades em tempo integral.

Acabou a disculpa que não tem dinheiro em caixa, espero que desde já comecem as mudanças para a nossa cidade, com um horizonte bem melhor. E que ao olhar no retrovisor no futuro, não pensemos em uma desculpa, mas apenas na frase “já superamos os obstáculos.”

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Os desafios de um ano decisivo

O fim do recesso da Câmara dá início a expectativa de um ano diferente. Não dá para ignorar o fato que 2018 é decisivo para o futuro de nossa Ribeirão Preto e também do País.

Por aqui, após um ano de novo governo, fica a esperança que as mudanças que nossa cidade precisa ocorram de forma mais rápida.

A prefeitura tomou decisões impopulares e duras no primeiro ano de nova gestão, com o discurso de arrumar o caixa destroçado por um antigo governo desastroso. Por muitas vezes, a Câmara precisou agir para segurar o ímpeto de aumentar a arrecadação com um sacrifício maior da população.

Agora, esperemos que as promessas de se fazer mais com menos saiam do papel.  

Na Câmara, ficamos na expectativa que projetos importantes para a nossa cidade sejam colocados em votação, que garantam desenvolvimento para Ribeirão Preto, uma saúde melhor e educação de qualidade.

A Câmara também precisa fazer um pacto para garantir a melhoria de vida de nossa população. 2018, como todos sabem, é ano de eleições e os interesses pessoais não podem atrapalhar os trabalhos do Legislativo. É preciso colocar Ribeirão Preto acima de tudo.

No cenário nacional, fica a expectativa que as eleições marquem o início de um período de paz para a nossa população e retomada do desenvolvimento. Os brasileiros merecem um caminho seguro.

Por isso, no novo período de sessões da Câmara e nesse ano eleitoral, cobrem o vereador que recebeu o seu voto nas últimas eleições e pensem bem no seu próximo voto.

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