quarta-feira, 25 de março de 2015


Posso falar com propriedade deste assunto já que fui aluno de curso técnico e fui professor por vários anos do ensino profissionalizante.

O planejamento criterioso da educação brasileira precisa ater-se à necessidade de criação de programas de excelência para a formação qualificada de técnicos em áreas estrategicamente determinadas.

Esta urgência, entretanto, decididamente não se resolverá nos cursos tradicionais do nosso ensino superior, alguns insensíveis à evolução vertiginosa do saber globalizado.

O mercado de trabalho está ávido por profissionais que o atual sistema não forma, em número suficiente, para suprir as carências emergentes.

Menos de 10% dos jovens brasileiros de 15 a 19 anos estão matriculados em escolas de ensino médio profissionalizante. Esse porcentual é muito baixo, se comparado à média de 42% de outros países. No Japão, por exemplo, 55% dos jovens nesta faixa etária estão matriculados em escolas de ensino médio profissionalizante. O dado brasileiro se mostra ainda mais preocupante quando confrontado com a necessidade de formar 7,2 milhões de profissionais de nível técnico no País, Existe a necessidade da valorização do ensino profissionalizante durante o transcorrer do ensino médio. Isso porque, de um universo de 24 milhões de jovens no Brasil, apenas 3,4 milhões chegam à universidade. "Todo o conteúdo de aprendizado é pensado como se todos fossem para a universidade, mas a maior parte não vai", criticou.

Isso faz com que 86% dos jovens brasileiros não cheguem à universidade e o jovem que vai para o mercado de trabalho fique quase sem nenhuma preparação. O país tem outras prioridades, à frente da educação, como tributação e infraestrutura, por exemplo. Avaliamos que, se for resolvido o problema da educação no País, todos os demais obstáculos que tornam mais lento o desenvolvimento da economia brasileira podem ser superados. "A educação, talvez, seja o maior gargalo. Por meio deste debate, talvez possamos resolver todos os demais gargalos”.

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