AO MESTRE COM CARINHO

Na nossa vida sempre buscamos o melhor médico para cuidar da saúde de nossos filhos, o melhor advogado para resolver aquele pepino que aparece, o melhor arquiteto para resolver  mesmo como será a nossa casa, antes de torcer para achar o melhor engenheiro para edificar nosso sonho. Você já parou para pensar onde surgem todas essas carreiras? Dentro da sala de aula.

Imagine quantos professores fazem parte, de forma silenciosa, de sua rotina? Até para você ler as minhas palavras, envolve pelo menos dois professores: os responsáveis pela nossa alfabetização.

Ser bom em algo depende de um dom, é lógico. Mas depende do conhecimento adquirido ao longo dos anos. Isso passa pelo professor e pelas lições que estes grandes mestres nos garantem ao longo de vários anos.

Todo mundo guarda um ensinamento na vida. Não tem jeito, sempre têm esses fatos marcantes de alguma lição.  O professor, com sua dedicação, paciência e sabedoria, é essencial na formação das pessoas. Pelas mãos do professor, passa o futuro do país e um momento de tantos questionamentos.

No momento em que muitos já se preparam para ir às urnas mais uma vez, para o segundo turno da eleição nacional e para governador, fica a expectativa que nossos futuros governantes olhem com mais carinho para essa categoria tão importante. Os professores, nem sempre são reconhecidos e homenageados como merecem. Muitas vezes o trabalho é quase invisível e sofre com problemas de estrutura, agressões e salários baixos. Como isso ocorre se todos conhecem a importância dos professores?

Infelizmente, pouco se ouviu até agora sobre propostas de fato para mudar o cenário da Educação. Esperamos que no segundo turno, com menos candidatos, as propostas sejam aprofundadas. Mas, acima de tudo quem chegar precisa trabalhar pela valorização. Esperamos que quem assuma as cadeiras mais importantes desse País tenham o mesmo compromisso que os nossos mestres possuem com a sociedades. Que seja feito um grande movimento no sentido de acabar com a falta de estrutura, salas lotadas e insegurança para trabalhar. É o mínimo que eles, que se dedicam tanto, merecem.

Professor dá aula por amor, sim. Mas, merece valorização. O professor primeiro se cultiva, para depois cultivar. A gente, só passa aquilo o que temos. Incentivar quem tem muito conhecimento a passar tudo isso à frente, é uma obrigação de nossos futuros governantes. Então, é preciso garantir que quem leciona hoje continue tendo condições de trabalhar e que novos professores sejam formados. Hoje, o interesse pela profissão está caindo muito.

O Brasil que todos queremos nasce dentro da sala de aula. Nasce na figura daquele que se desdobra, nunca tem tempo para e, quando tem, está preparando aula para o dia seguinte ou corrigindo provas. Daquele que fica feliz ao simplesmente transmitir conhecimento. Daquele que é amigo na hora que precisa, que dá o puxão de orelha nas horas certas. Daquele, que não podemos ficar nenhum minuto sem.  Daquele que, simplesmente, chamamos de “mestre”.    

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O dólar subiu. E daí?

As notícias da alta do dólar podem até não chamar a sua atenção. Podem ficar ali perdidas, em meio às notícias do seu time do coração, as fofocas das celebridades ou as baixarias de Brasília. Mas, ir ao supermercado e descobrir que os preços dispararam não passa batido. Não é verdade? E chegar na padaria e ser surpreendido com o pãozinho mais caro? Não é brincadeira, não é?

Não vou falar em surpresa, já que isso já acontece de forma rotineira, mas é bem chato o aumento da gasolina, não é?

Muitos devem se perguntar: mas isso tem relação com o dólar mais caro? Tem certeza disso? Eu não recebo nada em dólar, como isso pode afetar a minha vida?

Infelizmente, sua vida fica mais cara com a desvalorização desenfreada do Real frente à moeda americana, que nos últimos dias voltou aos patamares da maior marca da história, remetendo a 2016, plena época de crise do governo Dilma e articulação para o impeachment.

É claro que quem mexe com exportação aponta fatores positivos, mas vamos aos fatos que afetam o dia a dia da maioria das pessoas. Você, que sofre para ajustar o seu orçamento a cada mudança no mercado, com certeza sentirá os prejuízos causados por esse desequilíbrio econômico sem fiom.

A alta do dólar afeta a vida das pessoas comuns porque puxa a inflação para cima. Sabe porque o macarrão, a gasolina e até o pãozinho podem subir de preço? Porque muitas matérias-primas são importadas, como o trigo, gás e a própria gasolina. Ou seja, os custos para o produtor aumento e, é claro, que isso é repassado para você. Isso é o mercado.

E ainda tem outro ponto fundamental. Boa parte de produtos produzidos aqui no Brasil mesmo, sem interferência de matéria-prima estrangeira, também têm seu preço atrelado ao dólar, por competir no mercado externo. É o caso da soja, da carne, do café, do açúcar, do milho, entre outros.

Por enquanto, o discurso é que os preços não devem subir. A Associação dos Supermercados correu para afirmar que a variação dos preços deve ser “leve”, porém não será o suficiente para aumentar o índice de inflação mensurado no setor, que deverá permanecer contido nos próximos meses. Pelo menos, esse é o discurso. Difícil é acreditar que a vida dos cidadãos comuns não será afetada. Esse filme já foi visto diversas vezes.

Então, é bom ficar ligado e fazer o que a dona de casa sempre faz com primor: pesquisar muito na hora de fazer compra. Antes de encher o carrinho, é bom ficar atendo aos estabelecimentos que não estão fazendo o consumidor sofrer. O famoso folhetinho de ofertas será seu grande aliado, pelo menos para você que não recebe alguns dólares no fim de casa mês. 

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Não é mais ficção

Imagine só a cena. Janeiro. Jorge deixa sua casa às 7 horas da manhã rumo ao trabalho, como faz todos os dias. Porém, naquele início de jornada estava irritado. Acabara de ver que o carnê do IPTU tinha chegado e já quebrava a cabeça para saber como iria fazer aquela conta caber no orçamento, ainda mais apertado com a correção do imposto com base na inflação do ano anterior.

Ele vai saindo da garagem e encontra seu Antônio, cuidando de sua área verde, regando as plantas com a água que capta da chuva. O vizinho mostra aquela mesma alegria rotineira, sempre fazendo a festa com os companheiros de bairro. Naquela manhã, aliás, parecia ainda mais feliz e começou a puxar papo com Jorge.

- Bom dia Jorge, como vão às coisas?

- Com a família tudo bem seu Antônio, mas você viu o preço do IPTU? Subiu mais uma vez. Está ficando muito complicado.

- Aqui em casa foi diferente Jorge, eu vou pagar menos por causa de um IPTU Verde aí. Fiquei até surpreso que vai sobrar uma graninha.

-Mas o que você fez? Teve que gastar para fazer adequações? Não ficou mais caro?

- Nada, eu só peguei o que já tinha em casa e cadastrei lá. Aproveitei que já cuido da minha área verde, capto água e ainda tenho as placas de captação de energia. Deu um desconto legal. Aliás, você também não tem placas de gerar energia na sua casa, Jorge?

- Tenho sim seu Antônio, mas acho que vacilei nessa.

A cena que imaginamos é fictícia, mas o desconto pode ser bem real. Quem pensa no Meio Ambiente, no futuro de Ribeirão Preto, precisa ser recompensado. A partir do próximo ano, o IPTU Verde é realidade e dará desconto para quem adotar medidas ambientais dentro das residências. E não é preciso se gastar mais para conseguir esse desconto. Quantas pessoas você conhece como o nosso personagem, o seu Antônio?  Quantos apartamentos e casas populares hoje já são construídos com placas de geração de energia elétrica para aquecimento d’água?

Agora, com toda a definição jurídica sobre o tema e com a validação da Lei do IPTU Verde, os descontos serão reais. Os detalhes de como será feito o registro das medidas ambientais e os prazos que precisam ser respeitados ainda serão definidos, mas o mais importante já foi definido: Ribeirão Preto estará mais protegida.

Com o incentivo para que todos adotem as medidas ambientais, vamos preservar o que recebemos de mais importante da Natureza, o Aquífero Guarani.

Imagine o impacto que a adoções de áreas verdes, captação e reutilização da água terão para a nossa fonte de abastecimento, que hoje tanto sofre com a impermeabilização do solo e com a extração e desperdício d’água?

Fica a expectativa para que muitos Antônios, Joões e Marias fiquem surpresos positivamente com o valor do IPTU nos próximos anos. Que muitos que ainda não possuem medidas ambientais em suas residências comecem a pensar nisso, claro, dentro da possibilidade de cada um. Ribeirão Preto merece isso. O Aquífero Guarani merece isso.

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Verdadeira corrida maluca

Começou a corrida pelo seu voto. E, neste ano, a disputa promete ser a mais imprevisível desde a primeira que ocorreu após os anos de ditadura militar, em 1989, que foi vencida por Fernando Collor, primeiro presidente cassado de nossa história. O cenário foi até comparado com famosa Corrida Maluca, que fazia sucesso nas telinhas há muitas décadas, mas até hoje é muito conhecida. Você poderá escolher entre nada mais, nada menos, que 13 candidatos. Isso mesmo, 13 nomes estão na disputa pelo cargo mais importante do País.

E olha que a lista ainda deve mudar. Entre os nomes que estão na disputa, está no ex-presidente Lula, que está preso após ser condenado em segunda instância. Ele se enquadra na lei da Ficha Limpa e a Justiça Eleitoral deve se manifestar em breve contra a sua candidatura.

Mas, ainda com o petista na disputa, vamos fazer um teste. Você já sabe o nome de todos os candidatos?

Alckmim, Álvaro Dias, Bolsonaro, Lula, Marina, Ciro, Cabo Daciolo, Eymael, Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo, João Goulart Filho e Vera Lúcia.

Esses são os nomes. Parece até aquela brincadeira que normalmente os homens fazem, tentando lembrar a escalação dos times que marcaram época, como o Comercial da década de 60 e o Botafogo dos anos de Sócrates. Porém, lembrar destes e, acima de tudo conhecer a todos, é missão mais complicada do que lembrar da escalação do Bangu de 1962.

Então, com tantos nomes na disputa, não dá para reclamar de falta de opção, não é?

Será mesmo?

Nas próximas semana, nós eleitores teremos que tomar muito cuidado para fazer a escolha certa. Mesmo com 13 candidatos na disputa, será que nos sentiremos representados em alguns desses nomes? Vimos que na Copa do Mundo a presidente da Croácia ganhou um monte de simpatizantes no Brasil por gestes simples, como tomar chuva ou ficar na arquibancada. Isso mostra como a população quer sentir que uma pessoa igual a ela está no poder. Porém, agora é hora de buscar muito mais do que isso. Conhecer a fundo as propostas de todos e saber quem pode ajudar o Brasil.

Mas, já vou avisando. Nossa missão como eleitor será muito complicada e om muitas incertezas em tempos de redes sociais, que serão decisivas para o pleito. Na teoria, isso seria ótimo, já que ajudaria a ter mais informações sobre todos os candidatos, independentemente do poder aquisitivo de cada campanha. Porém, a previsão é de uma verdadeira avalanche de fake news, as falsas notícias que devem tomar conta de sua timeline nas próximas semanas. Todo cuidado é pouco na hora de passar para frente essas informações. Não podemos ser usados por quem quer tumultuar o processo,

Mas, agora que as figuras que lutarão pelo seu voto foram reveladas, vamos fazer a nossa parte. Tentar achar, neste mar de candidatos (opções?) o nome mais adequado (ideal?) para comandar o Brasil.

Em uma eleição tão imprevisível como a que elegeu Fernando Collor, há três décadas, o que ninguém quer é mais uma vez cair na conversa fiada de um nome e depois ver que suas esperanças foram simplesmente roubadas. Assim como no desenho Corrida Maluca, muitos vilões estarão na disputa.

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PAI: MINHA RAIZ, MEU FUTURO

Não é fácil escrever sobre a figura do pai. Confesso que quebrei a cabeça para tentar chegar ao texto que segue nas próximas linhas. Como tentar definir em palavras o que essa figura representa na vida da grande maioria das pessoas. Quem tem ou já teve um paizão em casa, de sangue ou de coração, sabe bem do que eu estou falando. E o medo de não conseguir me expressar direito e levar aquele puxão de orelha. Mas, vamos tentar.

Para tentar criar algo, primeiro olhei para trás. Para o passado mesmo. A gente não é nada sem história, sem raiz, sem saber de onde viemos. Você começa a vida carregando a história que foi trilhada pelo seu pai, carregamos um sobrenome e expectativas. Se formos parecidos fisicamente com nossos pais então, a história que carregamos será ainda maior e mais lembrada por todos. Não adianta qual seu nome, se você for a cara do seu pai, Antônio ou João, você será o Toninho ou o Joãozinho. É assim mesmo.

E quando ficar um pouco mais velho e começar a frequentar as casas dos amigos ou mesmo namorar? Ah, os anos que já se passaram terão um peso enorme, pode apostar. “Olha querido, esse menino e filho do João da Quitanda, vem de família boa”. Não é assim? Quem nunca passou por isso?

Mas, nossa raiz só existe para nos dar segurança para aguentar todos os desafios pela frente. Para se entender a figura do pai, tem que se olhar para frente. Para o futuro que queremos e sabemos que podemos construir, graças as mãos fortes que nos guiaram sempre.

Toda essa segurança é fruto do que nos foi passado. É reflexo do que nos foi ensinado. Das cobranças por notas boas na escola, para chegar na hora combinada depois do passeio ou balada, pelo respeito com os mais velhos e com o carinho por nossa mãe.

O futuro do filho, na maioria das vezes, está alicerçado no que foi compartilhado com o pai, no exemplo que foi passado por essa figura tão forte. Eu, que tenho dois filhos de coração, me espelho no que tive em casa. As frases são batidas, mas tem como fugir dos tradicionais “seguirei seus passos”, “você é meu herói”, etc.

Nada como ter uma raiz forte em casa para saber que aguentamos qualquer ventania no futuro.

“Pai, eu não faço questão de ser tudo

Eu só não quero e não vou ficar mudo

Pra falar de amor pra você”

Na letra que foi imortalizada na voz de Fábio Júnior, tento encerrar esse homenagem a todos os pais e ao meu pai, Corauci Neto. PAI, eu faço questão de ser tudo. Fico feliz apenas por ser chamado de FILHO.

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Os danos das fake news

As redes sociais estão cheias de informações. Espere, nem sempre. Quem nunca foi pego, mesmo que por alguns instantes, por uma notícia falsa, que atire a primeira pedra. As populares “Fake News” viraram a moda mais desagradável e prejudicial da atualidade. Até a saúde de muitos está sendo colocada em risco por causa de uma onda de informações erradas que estão circulando pela internet.

É como quem é das antigas, antes mesmo que alguém sonhasse com a internet, fala: estoura o rojão e corre atrás. Com as Fake News é isso que ocorre. Primeiro a notícia falsa ganha corpo, e compartilhada por milhões de pessoas e depois se descobre que tudo é boato ou mesmo aquela mentira descarada. Como reduzir o dando já causado e as milhares de cabeças que foram conquistadas com aquela notícia?

Em ano eleitoral, tudo fica ainda pior. Os poderosos sabem usar como ninguém a desinformação para conquistar o voto. Tudo para manter o domínio já existente. Então, é bom ficar ligado no que se lê e, principalmente, se passa para a frente. Uma chuva de pesquisas eleitorais vai pintar nas redes sociais, pode apostar. Muitas delas, apenas para confundir a cabeça do eleitor

Uma pesquisa divulgada no primeiro trimestre deste ano mostra o impacto que as fakes possuem. Vocês sabiam que essas notícias falsas têm 70% mais chance de viralizar na internet? É isso mesmo, Fake News vira moda rapidinho e invade as redes sociais de todo mundo. A pesquisa foi feita pelo Instituto de Tecnologia de Masachussetts, dos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, o estudo mostra que enquanto uma notícia verdadeira pode atingir mil pessoas, a notícia falsa tem potencial para atingir até 100 mil. Muitos com certeza devem se perguntar? Como que deixamos isso acontecer? Será que ninguém confere os fatos?

O problema principal não é esse. Você sabe porque as fakes fazem tanto sucesso? Porque elas foram feitas para isso. Elas não querem te informar. Querem te conquistar. Elas não têm nenhum compromisso com a realidade. Querem mexer com seu sentimento político, por exemplo, ajudando a ter simpatia ou raiva daquele nome. Tudo pensado de forma estratégica, para confundir a cabeça de todos e asfaltar o caminho para o poder.

O problema fica ainda maior quando se meche com saúde pública. A onda de fakes contra as vacinas, por exemplo, está colocando em risco a saúde de milhões de brasileiros. O sarampo, controlado e esquecido há tempo, volta a assombrar. Muito por causa da onda de informações erradas sobre possíveis risco que as vacinas trazem para as crianças.

Com a onda das fakes, a principal vacina é ficar atento. A avalanche de informações que recebemos nem sempre é verdadeira. Isso já está provado. Por isso, é necessário checar antes de passar as notícias para frente. Com certeza, ninguém quer se queimar correndo atrás de rojão.

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PICHE NA HISTÓRIA

É claro que é irritante. Você está dentro do seu carro ou tendo que enfrentar os ônibus (cada vez mais caros) do transporte público e fica saltitando como se fosse pipoca por causa das ondulações do terreno. Assim está a nossa Avenida Nove de Julho, a mais tradicional de Ribeirão Preto. Uma solução é necessária por questões de segurança e também por respeito a esse verdadeiro cartão postal. Mas, o caminho é jogar asfalto por cima dos paralelepípedos e acabar com a bela imagem que temos de nossa avenida? Não seria melhor se inspirar na avenida mais conhecida do mundo, fazendo a manutenção corretamente e mantendo a nossa tradição?

A Nove de Julho é tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Conppac) e por isso hoje a mudança da característica do calçamento é vetada. Para se jogar asfalto é preciso derrubar o tombamento e esse hipótese está sendo levantada, ainda na fase de conversas, mas já causando uma grande polêmica.

A discussão teria que ser a manutenção adequada do que já existe e medidas para diminuir o tráfego, como o veto a ônibus do transporte público (ou pelo menos uma grande redução).

É possível ter um ótimo pavimento com a manutenção adequada da via. Quantas ruas do Centro receberam asfalto por cima dos paralelepípedos e, mesmo assim, os problemas continuaram? Com certeza você já deve ter se deparado com buracos que deixaram o antigo calçamento de pedras à vista? Sabe o que é isso? Falta de manutenção, de zeladoria.

Vamos ao exemplo que vem da Europa. Quem nunca ouviu falar da avenida Champs-Élysées, em Paris. Aquela, que termina com o belíssimo Arco do Triunfo. Você sabia que o calçamento dela também é de pedras de granito? Sim, a avenida mais importante da França e considera a mais bela do mundo, tem o charme dos paralelepípedos e uma conservação de dar mais inveja que o título francês na Copa do Mundo. Se você não conhece, entre na internet e veja algumas fotos da avenida que é encantadora.

Encanto que também tem a nossa Nove de Julho. Ribeirão, que já foi chamada de a Pequena Paris no início do século passado (principalmente por causa das características arquitetônicas do Quarteirão Paulista). Até por causa dessa referência histórica, Ribeirão foi escolhida para ser a sede da seleção da França na Copa de 2014. Bem que nós poderíamos se inspirar mais uma vez nos franceses e focar no exemplo que vem da Avenue des Champs-Élysées (Avenida dos Campos Elíseos, como o nosso tradicional bairro, se formos trazer para o nosso português).

Que a nossa Nove de Julho continue sendo a “Nove de Julho” que remete a história de Ribeirão Preto, respeitando as necessidades atuais para segurança do trânsito. O exemplo que vem de fora mostra que é possível se manter a beleza e garantir qualidade do pavimento. Que a Nove de Julho não se transforme em saudade, como tanta coisa boa que Ribeirão abriu mão com o passar das décadas, como o Teatro Carlos Gomes e os trólebus. Isso seria jogar piche em nossa história.

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O efeito Kolinda e a esperança

Como explicar que uma figura da Política possa fazer mais sucesso que muitos jogadores em uma Copa do Mundo? As imagens da presidente da Croácia, Kolinda Grabar Kitarovic, rodaram o mundo e ganhou o coração de muitos brasileiros, justamente em um ano eleitoral e de tanto descontentamento com a classe política.

Até a cena dela tomando chuva na cerimônia de premiação ganhou admiradores. Mas, como assim? Tomar chuva é algo tão normal, não é? Infelizmente, para a grande elite do poder, não.

Em um mundo cada vez mais desigual o que se viu foi a necessidade da população ter uma figura política para chamar de sua representante. O brasileiro busca um semelhante nos corredores do poder. Ele quer se ver em alguém.

Kolinda chamou a atenção por viajar para a Rússia em voo comercial, pagar a viagem do bolso e ainda pedir para ter descontado do salário os dias que ficou sem trabalhar por causa dos jogos da seleção da Croácia, que fez bonito na Copa e chegou na final.

A presidente da Croácia ainda acompanhou todos os jogos da primeira fase da arquibancada, ao lado dos torcedores comuns que estavam assistindo à Copa. Nada de tribuna de honra – consegue imaginar Michel Temer, Trump ou Putin nesta situação?

Muitos com certeza passaram a torcer para a Croácia não pelos jogos do craque Modric e cia, mas pelo que surgia na internet sobre a presidente daquele país.

É claro que o que chegou sobre a presidente Kolinda e dominou as redes sociais é apenas uma amostra do seu lado mais pessoal. Não dá para se ter uma noção da qualidade de seu governo com a análise do que ocorreu na Copa. Nas mesmas redes sociais, com menos entusiasmo é claro, também se acham notícias que desabonem a presidente croata. O que chama a atenção é a reação do público brasileiro a gestos que antes seriam simples.

O efeito Kolinda mostra como o povo brasileiro não aguenta mais se sentir tão distante da classe política. Os brasileiros não aguentam ouvir mais falar que presidente e família gastam milhões em cartões corporativos, que ministros usam jatinhos da Força Aérea Brasileira ou que juízes, senadores e deputados ganham auxílio moraria que custam milhões aos cofres públicos. Na verdade, todos gostariam de mandar tudo isso para mais longe que a Croácia.

Ficou claro que a população não odeia os políticos. Ela odeia esses políticos que aqui estão. Ela quer alguém que, independente se faça sol ou chuva, seja realmente um igual, não apenas uma figura intocável, distante do que realmente todos pensam.

Por aqui, fica a esperança que esse personagem saia do mundo virtual e conquiste a confiança de nossa população.

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Polêmica que vai e volta

Domingo, dia de tranquilidade para a grande maioria. Mas, o último domingo foi agitado e de muitos debates. Não por causa do futebol ou pela Copa do Mundo. A política voltou ao palco principal e com um dos personagens mais controversos dos últimos anos: o ex-presidente Lula.

O político que foi preso por causa do famoso caso do Triplex do Guarujá, condenado pelo juiz Sérgio Moro, quase foi solto por uma decisão de um juiz plantonista do Tribunal Regional Federal do Paraná.

Isso mesmo: um juiz que estava lá só de plantão, sem estar ligado diretamente ao processo, deu uma canetada que jogou gasolina nos ânimos nacionais. O caso monopolizou as redes sociais em tempos que tudo era dominado por Neymar e suas quedas mirabolantes na Copa do Mundo.

A discussão em si não é aquela que já existe há tempos, debatendo se a prisão foi justa ou se Lula precisa ganhar a companhia de outros políticos na cadeia. Até hoje não existe um consenso sobre esse cenário. A pergunta que fica é a seguinte: “porque um juiz plantonista toma uma decisão tão polêmica assim?”.

Para muitos, a explicação ocorreu até porque 2010 o juiz era filiado ao PT e tudo não passou de uma estratégia do PT para agitar o cenário eleitoral. Tanto é que o pedido de soltura foi apresentado por deputados do partido, e não pela defesa do ex-presidente.

Durante o dia, os movimentos do juiz Sérgio Moro também apagaram o incêndio com gasolina. Mesmo estando de férias em Portugal, ele emitiu uma nota questionando a competência do juiz plantonista. Lembrando que Sérgio Moro é juiz de primeira instância e abaixo de qualquer decisão do Tribunal Regional. É claro que tudo isso ganhou as redes sociais, tentando atingir a imagem do juiz da Lava Jato.

No fim do dia, o ato final foi uma decisão do presidente do Tribunal Regional mantendo o ex-presidente preso. Mas, o incêndio já era de enormes proporções. O clima eleitoral já havia tomado as redes sociais. E como o Brasil já disse adeus à Copa, será assim até outubro.

O desejo daqui para frente é que o debate seja de ideias. Que os próximos capítulos sejam tomados por soluções para o Brasil. Depois da crise dos combustíveis que parou o país por alguns dias, porque usar tanta gasolina para apagar incêndios?

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Combustível da crise

Uma canetada tomada em um luxuoso gabinete pode afetar a vida de todos os brasileiros. É isso que observamos hoje, com a crise dos combustíveis, que ameaça deixar o País parado.

Em 2016, com a promessa de salvar a Petrobras, o governo decidiu que você ia pagar a conta. Definiu que os preços praticados pela estatal acompanhariam o mercado internacional. Ou seja, se o dólar ou o petróleo subir, os combustíveis subiriam junto. E é isso que ocorre hoje.  Até 2015, os preços da gasolina e do diesel eram influenciados por decisões do governo, que chegou a usá-los como instrumento para controlar a inflação.

Agora, na tentativa de estancar a sangria, o governo faz um anuncio que vai zerar um dos tributos que fazem parte do cálculo dos combustíveis. Porém, sabe o que mudará para você? Nada, ou quase nada, para sermos otimistas. O tributo zerado é o Cide, o que tem menor impacto no preço dos combustíveis.

O que revolta os brasileiros é o fato de que os abusos ocorrem há tempos. Em qualquer anuncio de aumento nas refinarias, os preços automaticamente sobem nas bombas. E você se lembra o que ocorre quando se anuncia que os preços vão cair? Nada. No máximo míseros centavos.

A atual crise realmente joga gasolina nos ânimos da população. Mesmo quem não tem carro, vai sentir quando tentar encher o carrinho no supermercado. Quem anda de ônibus em Ribeirão Preto já encara racionamento de horários, já que as empresas temem ficar sem combustíveis se manter o já precário sistema.

A pergunta que fica é até quando a conta será jogada nas costas de quem realmente faz o País andar e qual será a resposta que será dada em outubro?

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Um anjo no seu caminho

De uma hora para outra, a jornada da vida começa no ventre de outra pessoa. Muitas dúvidas podem surgir, mas Deus tranquiliza a criança: “calma, colocarei um anjo em seu caminho”.

Mesmo assim, as dúvidas não cessam. “Mas Deus, eu não sei falar, não sei o costume desse povo e não sei o que vou enfrentar lá fora”.

Deus, mais uma vez tenta acalmar a criança. “Meu filho, estou colocando um anjo em sua vida. Ele vai te ensinar tudo o que for necessário e te proteger, inclusive com a vida dele se for preciso”.

Depois de algum tempo, a criança já começa a ouvir vozes diferentes, barulhos que até então não conhecia em sua curta existência e começa a se desesperar.

“Deus, o que eu faço? Estou quase para sair e estou com muito medo”.

“Meu filho, o seu anjo estará te esperando do lado de fora”, tranquiliza o Pai.

As dúvidas continuam a perturbar a nova vida. “Mas, Deus, como vou reconhecer essa pessoa?”

“Minha criança, essa pessoa será a primeira a te segurar no colo, de dar carinho e te dar amor. Ela vai pensar antes em você do que nela mesmo”.

Por fim, a criança pergunta o nome desse anjo. Deus responde.

“Simplesmente, mamãe”.

Essa história, que aprendi com o meu pai, resume bem o sentimento que tenho sobre as mães. Acredito que são anjos que foram colocados na vida de todos para nos dar tranquilidade, carinho e amor.

Nesse dia tão especial para as famílias, fica o nosso agradecimento a Deus, por ser tão generoso e nos emprestar seus anjos mais valiosos.

Mamães, guiem os nossos caminhos.

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A FORÇA QUE FAZ RIBEIRÃO

1º de maio. Dia de quem acorda cedo, mal tem tempo para tomar café e muitas vezes nem sabe que horas voltará para casa. Dia de quem luta muito e inúmeras vezes tem que fazer contas para fechar o mês. Dia de quem já pensou que não teria força para suportar mais, porém, mesmo assim levanta a cabeça, sacode a poeira e não para de lutar. Dia 1º de maio é o seu dia, trabalhador.

Muitas vezes desrespeitado, seja no ambiente de trabalho ou pelos governantes, mas que encontra forças para continuar batalhando para melhorar o mundo ao seu redor. Seja para pagar os estudos dos filhos ou ajudar as pessoas que dependem de seu trabalho.

E é essa força do trabalhador que constrói o mundo. Ribeirão Preto nasceu pela força do trabalho. De quem batalhava no campo e depois nas ferrovias. Virou a gigante que todos conhecem pela força do trabalho, que hoje vai muito além da capital do Agronegócio. É a capital do chopp, referência em saúde, inovação e tem um comércio muito forte.

Pela força de seu trabalhador, Ribeirão segue vencendo obstáculos. Depois de anos terríveis, as notícias começam a melhorar na economia. Neste ano, quase 1,3 mil vagas de empregos foram criadas, melhor resultado em seis anos. Que nossa economia seja reflexo da força de nossa população.

Só com a determinação de nossos trabalhadores Ribeirão Preto continuará crescendo e honrará o trecho de seu hino: “é do trabalho o grande hino que há de viver eternamente”.

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DIREÇÃO ERRADA

É claro que Ribeirão Preto precisa pensar no futuro, olhar para frente e saber onde quer chegar. Um bom Plano Diretor é essencial para garantirmos o desenvolvimento de nossa cidade. Porém, esse Plano Diretor precisa olhar para baixo também. É preciso preservar o Aquífero Guarani, nossa reserva natural de água limpa.

Pensar no futuro de Ribeirão Preto passa pelo zelo de nossa fonte de abastecimento. A Prefeitura de Ribeirão que já deu o péssimo exemplo de tentar barrar o IPTU Verde de todas as formas, agora apresenta um Plano Diretor que dá permissão que empreendimentos ocupem boa parte da zona Leste, área de recarga do Aquífero Guarani. Ou seja, o espaço que serve como uma grande “esponja” para que a água seja renovada, corre o risco de sofrer com a impermeabilização do solo. Isso, não é pensar no futuro.

Garantir o desenvolvimento de Ribeirão Preto não é passar por cima do Meio Ambiente. Por isso fui contra ao projeto apresentado, que continha muitas falhas. Uma cidade desenvolvida, alia crescimento econômico e qualidade de vida para a nossa população. Que vida boa pode ser levada com a torneira seca?

Após anos de inércia, sobrou para esse governo e essa Câmara voltar a pensar no futuro de Ribeirão. O primeiro passo, do governo, foi curto, cheio de falhas e pensou apenas no agora. A Câmara aprovou algumas mudanças para tentar amenizar os problemas, mas acabou aprovando o Plano Diretor.

Agora resta não abrirmos mão de olhar um pouco mais à frente, ou para baixo. Tudo isso para que você não fique olhando para cima esperando a água cair do céu.

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SEM REPRISE

Novela repetida não dá. Mesmo as produções mais aclamadas só servem para preencher a programação das grandes redes de TV depois que fazem sucesso pela primeira vez. Imagine então uma novela desagradável? É esse roteiro que não queremos para Ribeirão Preto em 2018.

A campanha salarial dos servidores municipais já ocorre e o que todos desejam é que as cenas desgastantes de 2017 não se repitam.

É difícil de esquecer, mas para quem não lembra, foram mais de 20 dias de paralisação dos servidores e reflexos nos serviços da Prefeitura de Ribeirão Preto.

Antes dos servidores cruzarem os braços, foram inúmeras as cenas de falta de diálogo entre as duas partes. Simplesmente, não ocorreu uma negociação salarial e a situação foi se arrastando durante meses.

De 2016 para 2017 a prefeitura dizia estar quebra e sem condições de conceder um aumento salarial mesmo assim concedeu um aumento de aproximadamente 4% isso dempois de muita briga entre servidores e prefeitura. No final de 2017 a prefeitura disse ter tido um superavit de mais de R$390 milhões, portanto não terá desculpa em conceder um aumento para o funcionalismo público.

Se na novela do ano passado houve vilões ou mocinhos, não vem ao caso. O que de fato importa é pensar em que saiu prejudicado com os problemas que o desgastante processo gerou em 2017: a população, que depende dos serviços públicos.

Que as autoridades e os representantes da categoria tenham maturidade para manter o diálogo e, acima de tudo, coloquem o interesse da população acima de tudo. Com esse roteiro, todos os personagens farão sucesso junto ao público.

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Vamos Prosear

Eis o tempo em que tudo vai para a Justiça. O poder do diálogo ou da boa “prosa”, como classifica a nossa bela cultura caipira, se perdeu. Hoje, tudo precisa ser resolvido pelos outros. Na relação Câmara e Prefeitura, não é diferente.

Se você ouvir ou ler por aí que Legislativo e Executivo “conversam”, “debatem”, “discutem” os caminhos de Ribeirão Preto, não acredite. Nada é feito em conjunto hoje. A Prefeitura não conversa nem com seus aliados no Legislativo. Desde o início de 2017, não existe um líder de governo indicado. Imagina se vai conversar com a Casa como um todo?

Com tamanha falta de prosa, o caminho é conversar com o “seu juiz”. O que é proposto pela Câmara e não está nos planos do governo gera a tão famosa Adin, aquela ação que a Prefeitura diz que a Câmara não pode apresentar referida lei.

É claro que a Justiça deve ser acionada para solucionar alguns exageros, mas a chamada judicialização é sinônimo do fim do diálogo.

Em 2017, por exemplo, a Prefeitura tentou vetar o IPTU Verde, alegando que só o Executivo poderia criar o IPTU Verde e dar descontos para a população. Porém, o STF já definiu que a Câmara pode legislar sobre IPTU e os vereadores derrubaram o veto.

O que fez o Executivo então? Entrou com uma Adin (uma das 30 ações recentes) tentando barrar a lei que apresentei. Mas, como na frente do “seu juiz” só se pode dizer a verdade, a prefeitura afirma agora que a Câmara pode apresentar a Lei, mas ela não pode prosperar porque não tem impacto financeiro (outro caso que o STF já definiu que não é necessário). A Justiça já indeferiu a liminar.

Casos como esse só mostram o vazio do diálogo. Se a Prefeitura não quer, tenta resolver no veto. Se não conseguir, o caso vai para a Justiça. Irritadiça, a Câmara também adota postura mais ríspida com o governo, às vezes derrubando vetos onde já existe posicionamento jurídico sobre a inconstitucionalidade.

E onde tudo isso vai parar? Por enquanto, nas mãos do juiz.

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Adeus, retrovisor

É inegável que o pensamento de todos nos últimos anos é de ver uma Ribeirão Preto diferente. Cada um pode apontar um caminho, lutar pelos seus ideais, mas o destino é sempre o mesmo: uma cidade melhor.

Com esse objetivo, milhares foram as urnas em 2016, para escolher seus novos governantes. Agora, após mais de um ano do término oficial, parece que a desastrosa gestão anterior finalmente acabou. Ou pelo menos as desculpas pelos erros do passado ficarão de lado. Tudo indica que não veremos mais discursos baseados em fatos vistos pelo retrovisor de quem hoje dirige nossa cidade. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar.

Fiquei muito feliz com o fato da prefeitura agora dizer com todas as letras que “arrumou a casa”. Foi informado que o déficit nas finanças não existe mais. Então, chega de entraves para os investimentos. Não existe mais desculpa para fazer agora a transformação que Ribeirão precisa.

Todos esperam conhecer um futuro melhor através de uma saúde digna, de uma educação de qualidade e com incentivos para a geração de empregos. Tudo isso, é claro, sem ver o aumento de impostos.

Mesmo quem não escolheu o atual mandatário, também quer ver as unidades de saúde prometidas em funcionamento. Outro desejo em comum é ver uma educação sem salas de aulas lotadas, sem professores faltando e com atividades em tempo integral.

Acabou a disculpa que não tem dinheiro em caixa, espero que desde já comecem as mudanças para a nossa cidade, com um horizonte bem melhor. E que ao olhar no retrovisor no futuro, não pensemos em uma desculpa, mas apenas na frase “já superamos os obstáculos.”

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Os desafios de um ano decisivo

O fim do recesso da Câmara dá início a expectativa de um ano diferente. Não dá para ignorar o fato que 2018 é decisivo para o futuro de nossa Ribeirão Preto e também do País.

Por aqui, após um ano de novo governo, fica a esperança que as mudanças que nossa cidade precisa ocorram de forma mais rápida.

A prefeitura tomou decisões impopulares e duras no primeiro ano de nova gestão, com o discurso de arrumar o caixa destroçado por um antigo governo desastroso. Por muitas vezes, a Câmara precisou agir para segurar o ímpeto de aumentar a arrecadação com um sacrifício maior da população.

Agora, esperemos que as promessas de se fazer mais com menos saiam do papel.  

Na Câmara, ficamos na expectativa que projetos importantes para a nossa cidade sejam colocados em votação, que garantam desenvolvimento para Ribeirão Preto, uma saúde melhor e educação de qualidade.

A Câmara também precisa fazer um pacto para garantir a melhoria de vida de nossa população. 2018, como todos sabem, é ano de eleições e os interesses pessoais não podem atrapalhar os trabalhos do Legislativo. É preciso colocar Ribeirão Preto acima de tudo.

No cenário nacional, fica a expectativa que as eleições marquem o início de um período de paz para a nossa população e retomada do desenvolvimento. Os brasileiros merecem um caminho seguro.

Por isso, no novo período de sessões da Câmara e nesse ano eleitoral, cobrem o vereador que recebeu o seu voto nas últimas eleições e pensem bem no seu próximo voto.

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HORA DE VIRAR A PÁGINA

Nos jornais, mais um capítulo da insegurança que todos encaramos. Quadrilha fortemente armada explode caixas eletrônicos e atira contra viatura da Polícia Militar em Bonfim Paulista, antes, considerado um local tranquilo.

Com certeza, todos querem receber o jornal em casa ou ver nas páginas da internet manchetes bem diferentes. Até mesmo quem escreve sobre esses fatos gostaria de
acompanhar casos diferentes, que falem sobre a melhora da qualidade de vida de nossa cidade.

Caminhos existem. Passou da hora de Ribeirão Preto ser beneficiada com o programa Atividade Delegada, que coloca mais policiais nas ruas. Popularmente, até de forma errada, conhecido como “bico oficial”, o projeto seria importante para o combate da criminalidade.

Neste programa, os policiais abrem mão do período de folga e vão para as ruas. Não desamparados, mas com a mesma estrutura que possuem nos dias normais de trabalho. Ou seja, eles reforçam o efetivo da PM e garantem mais segurança para os nossos cidadãos.

O programa existe desde 2011, mas até hoje não virou realidade em Ribeirão Preto, uma cidade que sofre com a criminalidade e com a diminuição do efetivo policial.
Outro caminho que precisa ser tomado por nossas autoridades é o reforço do programa Olhos de Águia, importante ferramenta no combate aos criminosos. Os números mostram que onde existe Olhos de Águia o número de crimes é muito menor.

Então, vamos tomar a caneta das mãos dos criminosos e escrever uma história diferente para a nossa cidade. Com certeza, nossa leitura será bem mais agradável.

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RENOVAÇÃO DAS OPORTUNIDADES

No artigo publicado no Jornal Tribuna Ribeirão de hoje falo sobre a renovação de oportunidades para o ano de 2018.

365 dias. Muito mais do que isso. 365 oportunidades de fazer tudo novo, diferente, melhor. Um novo ano começa e com ele a esperança de ver muito mais para Ribeirão Preto. Teremos 365 chances de fazer a nossa parte para que a nossa cidade melhore. Cada um cumprindo o seu papel. Seja cobrando a quem confiou o voto ou fiscalizando quem administra Ribeirão Preto.

A quem espera a virada de ano de forma ansiosa, fica a expectativa de que as oportunidades de reconstrução de nossa cidade não sejam desperdiçadas. Fica a esperança que no calendário de 2018, em algumas das semanas de cada mês, nosso asfalto fique melhor, que nossa Educação seja valorizada e que a Saúde seja digna.

Que nosso calendário de 2018 seja repleto não só de feriados, como o de São Sebastião que tanto lutei para ser mantido, mas também de notícias boas. Informações essas que nasceramem 2016, em promessas por uma cidade melhor. Quem não quer novas unidades de Saúde?

Quem não quer uma Educação com escola em tempo integral?

O novo ano começa com a renovação das forças para continuar trabalhando por Ribeirão Preto. Com as energias renovadas, vou continuar buscando a melhoria de vida de nossa população, seja com projetos como o IPTU Verde, ou com a instalação do Bom Prato, por exemplo. Vou fazer de tudo para que as 365 oportunidades de fazer algo ajude Ribeirão Preto.

Bem-vindo, 2018.

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