Não é mais ficção

Imagine só a cena. Janeiro. Jorge deixa sua casa às 7 horas da manhã rumo ao trabalho, como faz todos os dias. Porém, naquele início de jornada estava irritado. Acabara de ver que o carnê do IPTU tinha chegado e já quebrava a cabeça para saber como iria fazer aquela conta caber no orçamento, ainda mais apertado com a correção do imposto com base na inflação do ano anterior.

Ele vai saindo da garagem e encontra seu Antônio, cuidando de sua área verde, regando as plantas com a água que capta da chuva. O vizinho mostra aquela mesma alegria rotineira, sempre fazendo a festa com os companheiros de bairro. Naquela manhã, aliás, parecia ainda mais feliz e começou a puxar papo com Jorge.

- Bom dia Jorge, como vão às coisas?

- Com a família tudo bem seu Antônio, mas você viu o preço do IPTU? Subiu mais uma vez. Está ficando muito complicado.

- Aqui em casa foi diferente Jorge, eu vou pagar menos por causa de um IPTU Verde aí. Fiquei até surpreso que vai sobrar uma graninha.

-Mas o que você fez? Teve que gastar para fazer adequações? Não ficou mais caro?

- Nada, eu só peguei o que já tinha em casa e cadastrei lá. Aproveitei que já cuido da minha área verde, capto água e ainda tenho as placas de captação de energia. Deu um desconto legal. Aliás, você também não tem placas de gerar energia na sua casa, Jorge?

- Tenho sim seu Antônio, mas acho que vacilei nessa.

A cena que imaginamos é fictícia, mas o desconto pode ser bem real. Quem pensa no Meio Ambiente, no futuro de Ribeirão Preto, precisa ser recompensado. A partir do próximo ano, o IPTU Verde é realidade e dará desconto para quem adotar medidas ambientais dentro das residências. E não é preciso se gastar mais para conseguir esse desconto. Quantas pessoas você conhece como o nosso personagem, o seu Antônio?  Quantos apartamentos e casas populares hoje já são construídos com placas de geração de energia elétrica para aquecimento d’água?

Agora, com toda a definição jurídica sobre o tema e com a validação da Lei do IPTU Verde, os descontos serão reais. Os detalhes de como será feito o registro das medidas ambientais e os prazos que precisam ser respeitados ainda serão definidos, mas o mais importante já foi definido: Ribeirão Preto estará mais protegida.

Com o incentivo para que todos adotem as medidas ambientais, vamos preservar o que recebemos de mais importante da Natureza, o Aquífero Guarani.

Imagine o impacto que a adoções de áreas verdes, captação e reutilização da água terão para a nossa fonte de abastecimento, que hoje tanto sofre com a impermeabilização do solo e com a extração e desperdício d’água?

Fica a expectativa para que muitos Antônios, Joões e Marias fiquem surpresos positivamente com o valor do IPTU nos próximos anos. Que muitos que ainda não possuem medidas ambientais em suas residências comecem a pensar nisso, claro, dentro da possibilidade de cada um. Ribeirão Preto merece isso. O Aquífero Guarani merece isso.

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Verdadeira corrida maluca

Começou a corrida pelo seu voto. E, neste ano, a disputa promete ser a mais imprevisível desde a primeira que ocorreu após os anos de ditadura militar, em 1989, que foi vencida por Fernando Collor, primeiro presidente cassado de nossa história. O cenário foi até comparado com famosa Corrida Maluca, que fazia sucesso nas telinhas há muitas décadas, mas até hoje é muito conhecida. Você poderá escolher entre nada mais, nada menos, que 13 candidatos. Isso mesmo, 13 nomes estão na disputa pelo cargo mais importante do País.

E olha que a lista ainda deve mudar. Entre os nomes que estão na disputa, está no ex-presidente Lula, que está preso após ser condenado em segunda instância. Ele se enquadra na lei da Ficha Limpa e a Justiça Eleitoral deve se manifestar em breve contra a sua candidatura.

Mas, ainda com o petista na disputa, vamos fazer um teste. Você já sabe o nome de todos os candidatos?

Alckmim, Álvaro Dias, Bolsonaro, Lula, Marina, Ciro, Cabo Daciolo, Eymael, Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo, João Goulart Filho e Vera Lúcia.

Esses são os nomes. Parece até aquela brincadeira que normalmente os homens fazem, tentando lembrar a escalação dos times que marcaram época, como o Comercial da década de 60 e o Botafogo dos anos de Sócrates. Porém, lembrar destes e, acima de tudo conhecer a todos, é missão mais complicada do que lembrar da escalação do Bangu de 1962.

Então, com tantos nomes na disputa, não dá para reclamar de falta de opção, não é?

Será mesmo?

Nas próximas semana, nós eleitores teremos que tomar muito cuidado para fazer a escolha certa. Mesmo com 13 candidatos na disputa, será que nos sentiremos representados em alguns desses nomes? Vimos que na Copa do Mundo a presidente da Croácia ganhou um monte de simpatizantes no Brasil por gestes simples, como tomar chuva ou ficar na arquibancada. Isso mostra como a população quer sentir que uma pessoa igual a ela está no poder. Porém, agora é hora de buscar muito mais do que isso. Conhecer a fundo as propostas de todos e saber quem pode ajudar o Brasil.

Mas, já vou avisando. Nossa missão como eleitor será muito complicada e om muitas incertezas em tempos de redes sociais, que serão decisivas para o pleito. Na teoria, isso seria ótimo, já que ajudaria a ter mais informações sobre todos os candidatos, independentemente do poder aquisitivo de cada campanha. Porém, a previsão é de uma verdadeira avalanche de fake news, as falsas notícias que devem tomar conta de sua timeline nas próximas semanas. Todo cuidado é pouco na hora de passar para frente essas informações. Não podemos ser usados por quem quer tumultuar o processo,

Mas, agora que as figuras que lutarão pelo seu voto foram reveladas, vamos fazer a nossa parte. Tentar achar, neste mar de candidatos (opções?) o nome mais adequado (ideal?) para comandar o Brasil.

Em uma eleição tão imprevisível como a que elegeu Fernando Collor, há três décadas, o que ninguém quer é mais uma vez cair na conversa fiada de um nome e depois ver que suas esperanças foram simplesmente roubadas. Assim como no desenho Corrida Maluca, muitos vilões estarão na disputa.

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PAI: MINHA RAIZ, MEU FUTURO

Não é fácil escrever sobre a figura do pai. Confesso que quebrei a cabeça para tentar chegar ao texto que segue nas próximas linhas. Como tentar definir em palavras o que essa figura representa na vida da grande maioria das pessoas. Quem tem ou já teve um paizão em casa, de sangue ou de coração, sabe bem do que eu estou falando. E o medo de não conseguir me expressar direito e levar aquele puxão de orelha. Mas, vamos tentar.

Para tentar criar algo, primeiro olhei para trás. Para o passado mesmo. A gente não é nada sem história, sem raiz, sem saber de onde viemos. Você começa a vida carregando a história que foi trilhada pelo seu pai, carregamos um sobrenome e expectativas. Se formos parecidos fisicamente com nossos pais então, a história que carregamos será ainda maior e mais lembrada por todos. Não adianta qual seu nome, se você for a cara do seu pai, Antônio ou João, você será o Toninho ou o Joãozinho. É assim mesmo.

E quando ficar um pouco mais velho e começar a frequentar as casas dos amigos ou mesmo namorar? Ah, os anos que já se passaram terão um peso enorme, pode apostar. “Olha querido, esse menino e filho do João da Quitanda, vem de família boa”. Não é assim? Quem nunca passou por isso?

Mas, nossa raiz só existe para nos dar segurança para aguentar todos os desafios pela frente. Para se entender a figura do pai, tem que se olhar para frente. Para o futuro que queremos e sabemos que podemos construir, graças as mãos fortes que nos guiaram sempre.

Toda essa segurança é fruto do que nos foi passado. É reflexo do que nos foi ensinado. Das cobranças por notas boas na escola, para chegar na hora combinada depois do passeio ou balada, pelo respeito com os mais velhos e com o carinho por nossa mãe.

O futuro do filho, na maioria das vezes, está alicerçado no que foi compartilhado com o pai, no exemplo que foi passado por essa figura tão forte. Eu, que tenho dois filhos de coração, me espelho no que tive em casa. As frases são batidas, mas tem como fugir dos tradicionais “seguirei seus passos”, “você é meu herói”, etc.

Nada como ter uma raiz forte em casa para saber que aguentamos qualquer ventania no futuro.

“Pai, eu não faço questão de ser tudo

Eu só não quero e não vou ficar mudo

Pra falar de amor pra você”

Na letra que foi imortalizada na voz de Fábio Júnior, tento encerrar esse homenagem a todos os pais e ao meu pai, Corauci Neto. PAI, eu faço questão de ser tudo. Fico feliz apenas por ser chamado de FILHO.

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Os danos das fake news

As redes sociais estão cheias de informações. Espere, nem sempre. Quem nunca foi pego, mesmo que por alguns instantes, por uma notícia falsa, que atire a primeira pedra. As populares “Fake News” viraram a moda mais desagradável e prejudicial da atualidade. Até a saúde de muitos está sendo colocada em risco por causa de uma onda de informações erradas que estão circulando pela internet.

É como quem é das antigas, antes mesmo que alguém sonhasse com a internet, fala: estoura o rojão e corre atrás. Com as Fake News é isso que ocorre. Primeiro a notícia falsa ganha corpo, e compartilhada por milhões de pessoas e depois se descobre que tudo é boato ou mesmo aquela mentira descarada. Como reduzir o dando já causado e as milhares de cabeças que foram conquistadas com aquela notícia?

Em ano eleitoral, tudo fica ainda pior. Os poderosos sabem usar como ninguém a desinformação para conquistar o voto. Tudo para manter o domínio já existente. Então, é bom ficar ligado no que se lê e, principalmente, se passa para a frente. Uma chuva de pesquisas eleitorais vai pintar nas redes sociais, pode apostar. Muitas delas, apenas para confundir a cabeça do eleitor

Uma pesquisa divulgada no primeiro trimestre deste ano mostra o impacto que as fakes possuem. Vocês sabiam que essas notícias falsas têm 70% mais chance de viralizar na internet? É isso mesmo, Fake News vira moda rapidinho e invade as redes sociais de todo mundo. A pesquisa foi feita pelo Instituto de Tecnologia de Masachussetts, dos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, o estudo mostra que enquanto uma notícia verdadeira pode atingir mil pessoas, a notícia falsa tem potencial para atingir até 100 mil. Muitos com certeza devem se perguntar? Como que deixamos isso acontecer? Será que ninguém confere os fatos?

O problema principal não é esse. Você sabe porque as fakes fazem tanto sucesso? Porque elas foram feitas para isso. Elas não querem te informar. Querem te conquistar. Elas não têm nenhum compromisso com a realidade. Querem mexer com seu sentimento político, por exemplo, ajudando a ter simpatia ou raiva daquele nome. Tudo pensado de forma estratégica, para confundir a cabeça de todos e asfaltar o caminho para o poder.

O problema fica ainda maior quando se meche com saúde pública. A onda de fakes contra as vacinas, por exemplo, está colocando em risco a saúde de milhões de brasileiros. O sarampo, controlado e esquecido há tempo, volta a assombrar. Muito por causa da onda de informações erradas sobre possíveis risco que as vacinas trazem para as crianças.

Com a onda das fakes, a principal vacina é ficar atento. A avalanche de informações que recebemos nem sempre é verdadeira. Isso já está provado. Por isso, é necessário checar antes de passar as notícias para frente. Com certeza, ninguém quer se queimar correndo atrás de rojão.

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